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O embrião da AEMA, a Aliança dos Empresários do Mercado de Aventura, surgiu em três reuniões realizadas em maio e junho de 2006, a partir da necessidade que um grupo de empresários do segmento de aventura sentiu em discutir o mercado no qual eles atuavam. Também participaram dessas primeiras reuniões representantes da Promotrade, que organiza a Adventure Sports Fair, e da Seishin Consultoria e Articulação de Alianças, empresa de consultoria que viria a ser contratada em seguida, assumindo a condução do trabalho do grupo.

Nesses três primeiros encontros, surgiram várias dúvidas sobre o mercado de aventura, sem uma resposta imediata: qual a quantidade de praticantes de aventura; quanto o mercado cresce anualmente; qual o volume de negócios e outras dúvidas foram colocadas na mesa. A ausência de respostas precisas foi uma das formas de ilustrar a necessidade dos fabricantes e importadores se unirem, a exemplo da Outdoor Industry Foundation, a entidade americana que reúne a comunidade empresarial da indústria outdoor.

Posto a necessidade da formação dessa aliança entre os concorrentes do setor, a Seishin apresentou uma proposta para coordenar a união, que foi aceita pelo grupo e teve os custos rateados entre os participantes. O projeto possui basicamente três fases: elaboração da essência da AEMA, com o significado e propósito da aliança; definição das diretrizes e estratégicas da entidade e condução dos projetos que colocarão em prática os focos validados nos itens anteriores.

O primeiro passo antes das três etapas foi aprovar um Código de Convivência, com algumas regras para um trabalho eficiente de cooperação entre os integrantes do grupo. Em seguida, foi definida a essência da AEMA, com a sua missão, visão e principais valores. Depois, a elaboração de um macrodiagnóstico do mercado de aventura serviu como base para traçar os objetivos estratégicos da entidade e a estratégia de atuação.

Esse diagnóstico deixou claro para os participantes do grupo os problemas e as oportunidades de cada um dos fragmentos do setor: profissionalização e capacitação das empresas de aventura; canal de distribuição; produção; comportamento do consumidor; imagem dos produtos; imagem da categoria aventura; infra-estrutura e acesso à prática das atividades e informações de mercado. Assim, a partir desse caminho, a AEMA hoje já trabalha em três projetos e discute e implementação de outros.